Esqueci de te esquecer

1 de abril de 2014

Transtorno de déficit de atenção atinge entre 3% e 7% da população mundial e é um dos distúrbios mais estudados atualmente

 

Sempre dizem que você tem que prestar mais atenção? Que é muito desligado, desorganizado e esquecido? Que é um atrasado contumaz? Que começa tudo e não termina nada? Que quer tudo e não faz nada? Fique atento, você pode ter Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria, a patologia é considerada um dos distúrbios comportamentais mais frequentes na infância: atinge entre 3% e 7% em crianças em idade escolar no mundo inteiro. Os sintomas caracterizam-se por dificuldade em sustentar a atenção e em inibir pensamentos de distração e por agitação motora.

 De acordo com o psiquiatra Luiz Carlos de Oliveira Junior, professor do Instituto de Medicina da UFU, a descoberta do transtorno não é recente. A primeira descrição de crianças com sintomas de desatenção e hiperatividade é de 1864 e o primeiro trabalho científico sobre o tema foi realizado em 1902. Atualmente, o TDAH é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Oliveira Junior ressalta: “há pessoas com déficit de atenção e hiperatividade que passam a vida toda sem terem sido diagnosticadas”.

 O psiquiatra esclarece que o TDAH jamais se inicia quando o indivíduo é adulto. Por definição, a criança já nasce com a doença. Para fazer o diagnóstico em outras fases da vida é preciso investigar como foi a evolução da enfermidade na infância. Em geral, o transtorno evolui com a melhora dos sintomas em adolescentes e adultos, mas parte das crianças continua com o problema por toda a vida. De acordo com o médico, o TDAH persiste na fase adulta em cerca de 60 a 70% dos casos.

 Existem três tipos clínicos do TDAH: o predominantemente hiperativo ou impulsivo, o predominantemente desatento e o tipo misto. Na criança, a hiperatividade está ligada aos movimentos. São aquelas agitadas, que agem sem pensar, impossíveis de serem contidas. As hiperativas se machucam mais e sofrem maior número de acidentes, não têm paciência, interrompem quem está falando, intrometem-se na conversa alheia. Segundo o psiquiatra, o TDAH fica mais evidente nos meninos, porque eles são naturalmente mais hiperativos e incomodam mais do que as garotas. Ele esclarece, ainda, que elas tendem mais à distração, sem apresentar o componente da hiperatividade. Desse modo, nelas, o risco de que o problema passe despercebido é maior.

 Nos adultos, conforme a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), as funções executivas que podem encontrar-se deficitárias no TDAH são mais evidentes. Oliveira Junior explica que as funções executivas capacitam o indivíduo para o desempenho de ações voluntárias, independentes, autônomas, auto-organizadas e orientadas para metas. Assim, os adultos  com o transtorno têm dificuldades em se organizar em relação a tempo e espaço, manter-se no emprego e estar em relacionamentos estáveis; têm menor escolaridade (decorrente da doença enquanto criança) e maior probabilidade de envolver-se em acidentes e criminalidade.

 Mariana Silva Lima, 27, psicóloga, possui TDAH e conta: “as pessoas não entendiam minha dificuldade de manter o foco na escola. Eu sofria muitas vezes por meus pais me compararem com minha irmã, que não possui problema de concentração”. Ela pontua: “Meus pais me consideravam preguiçosa”.

 A psicóloga era taxada “como quem deixava as coisas para lá”. Diziam: “ela não tem jeito”. Ela relata que queria muito conseguir ser como a irmã, concentrar-se, fazer o dever de casa. “Toda tarde minha mãe chegava em casa e o dever da minha irmã estava terminado e o meu só tinha a metade das questões feitas, o que irritava meus pais e fazia com que eles brigassem comigo”, acrescenta.

 “Eu sempre desconfiei de que existisse algo que não facilitava a minha vida. Afinal, por que minha irmã conseguia fazer um ‘para casa’ inteiro e eu não conseguia? Eu queria conseguir. Terminar as coisas não é meu natural, eu me esforço muito, eu me obrigo”, relata Lima.

 

Doenças associadas

Segundo a ABDA, é típico do TDAH estar associado a outras doenças em qualquer faixa de idade do paciente. Nas crianças, além da ansiedade, aparecem os transtornos de conduta que não decorrem só da distração. São dificuldades de aprendizado específicas como dislexia (dificuldade para compreender o que lê), disgrafia (dificuldade para escrever) e discalculia (dificuldade para fazer cálculos). Nos adolescentes, estudos mostram que o problema maior é a tendência ao abuso de drogas. Ainda não existe uma explicação científica para esses fatos.

 

Ambulatório UFU

Para ser atendido no Ambulatório de Psiquiatria da UFU é necessário que um médico da Rede Municipal de Saúde encaminhe o paciente. A marcação da consulta ocorre via sistema da própria rede. Conforme o psicólogo, a medicação não está disponível gratuitamente. Para ele é necessário que se crie uma política pública para o TDAH envolvendo os sistemas de educação e saúde, como ocorre em outras doenças psiquiátricas que atingem menor número de pessoas.

 

 


Artigo sobre crise no Hoppi Hari, não dá para perder

1 de fevereiro de 2013

O Hopi Hari vai virar Disney?

Por Marcos Hiller*

 

Nunca foi tão forte o rumor que a Disney, um dos maiores impérios do entretenimento no planeta, estaria em franca negociação para compra do parque Hopi Hari, localizado na região de Vinhedo, em São Paulo. Há pelo menos três anos, o assunto já é discutido amplamente e um possível acordo para a compra estaria para ser concretizado a qualquer momento. Para o Hopi Hari, que nos últimos anos sofreu sérias crises de imagem, seria um alento esse suposto processo de renascimento por meio da Disney. E nada melhor do que ser substituído por uma marca tão admirada e uma das mais valiosas do mundo, segundo o último ranking da Millward Brown.

 

O conceito original do Hopi Hari é fantástico. Um parque temático, com uma marca bem montada, com funcionários bem treinados, com um idioma próprio, brinquedos sensacionais e com outros vários detalhes fundamentais para construção consistente da imagem. Perfeito! No entanto, após anos de operação, em fevereiro de 2012 o Hopi Hari sofreu uma de suas piores crises. A morte da adolescente Gabriela Nichimura, após queda do ‘La Tour Eiffel’, fez com que o parque ficasse fechado por 22 dias e levou o Ministério Público a denunciar 12 pessoas por homicídio culposo. O período em que o parque ficou aberto logo após o acidente, antes das determinações da Justiça, foi desastroso para a reputação construída até então. Tal atitude demonstrou total despreparo diante de uma situação gravíssima como aquela. O impacto sobre a marca Hopi Hari foi contundente.

 

Os números de visitação sofreram vertiginosa queda em um período em que os parques de maneira geral registraram alta nos índices, em grande parte pela melhora do poder aquisitivo da população. O Hopi Hari sofreu com o medo natural que o acidente causou nas pessoas, a exemplo dos cruzeiros românticos nos mares mediterrâneos após o episódio marcado pelo “Vada a bordo, cazzo”, ouvido pelo comandante Francesco Schettino do navio de cruzeiro italiano.

 

Uma ação simples que o Hopi Hari poderia ter adotado na gestão da crise, e que com certeza reduzia os profundos arranhões na imagem, seria a retirada do brinquedo “La Tour Eiffel”. A permanência do enorme brinquedo protagonista do acidente fatal só reacende o fato todas as vezes que se passa de carro diante no parque na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo.

 

Entretanto, no que tange ações digitais, ou ao chamado SEO reverso, os profissionais foram rápidos. O SEO (sigla da Search Engine Marketing) é o trabalho que se faz em um site para que ele apareça nos primeiros resultados da busca orgânica (não-paga) do Google. O SEO reverso tem a lógica contrária, que determinado resultado saia das primeiras páginas do mecanismo de busca. Se pesquisarmos hoje, quase um ano depois, pelo termo “Hopi Hari”, o resultado com a notícia relatando o fato já não está mais na primeira página do Google.

 

Os problemas do parque não pararam por aí. No dia 4 de julho do ano passado, o Hopi Hari foi condenado pela Justiça do Trabalho de Jundiaí a pagar indenização por danos morais coletivos por submeter trabalhadores a revista íntima e de armários, bolsas e outros pertences. Momentos delicados como estes certamente trazem riscos de imagem gravíssimos a uma marca. E crises de imagem de marcas são como manchas de óleo no oceano, algumas são mais graves, outras menos, mas sempre deixam uma cicatriz profunda e eterna que, caso não seja bem estancada, pode voltar a verter. Só o tempo e a habilidade dos gestores da marca Hopi Hari nos darão um diagnóstico.

 

É certo, porém, que seria muito bom para esse momento nevrálgico que uma das marcas mais amadas do planeta aterrissasse em Vinhedo para que todas as manchas de óleo sejam instantaneamente sugadas. Para os olhos da Disney, nada mal ter um parque no Brasil, hoje uma das maiores economias do mundo, a exemplo do que eles já fizeram levando filiais da Disney para a Europa e Japão.

 

A Copa do Mundo e as Olímpiadas já estão a caminho do Brasil. Há notícias de outras marcas que estão de malas prontas para desembarcar no País nos próximos dois anos, como GAP, Jamba Juice e Cheesecake Factory. Nos resta assistir de camarote se Mickey Mouse pretende vir também. Tomara!

 

* Marcos Hiller é coordenador do MBA em Marketing, Consumo e Mídias Digitais da Trevisan Escola de Negócios.


Hotéis são sensação em Reveillon 2013

18 de dezembro de 2012

 

Buscando comodidade, tranqüilidade e conforto, muitos mineiros estão procurando hotéis e pousadas que ofereçam, além da tradicional festa de Réveillon, estadia. Atualmente, com a maior fiscalização e conscientização dos mineiros sobre o consumo de bebida alcoólica e direção, os hotéis que oferecem pacotes para o evento com estadia, estão saindo na frente e virando sensação.

 

Há festas para todo tipo de gosto. Há aquelas pousadas com o estilo mais confortante em cidades históricas, grandes hotéis com mega estruturas, hotéis na capital com localização facilitada, alguns com menu mais sofisticado, com perfil para se passar à dois e outros para aqueles que irão passar em família.

 

E quem não se programou para o réveillon, ainda encontra ingressos para algumas das festas mais tradicionais da cidade de Belo Horizonte e região metropolitana. Confira a lista que a equipe do Jornal MG Turismo selecionou, veja qual opção se adapta ao seu perfil e feliz Ano Novo.

 

Belo Horizonte Othon Palace, vai oferecer uma grande festa para comemorar a chegada de 2013. Localizado no 25º andar do hotel, com uma das mais belas vistas da capital mineira, o restaurante Varandão estará integralmente decorado para a data. Com iluminação projetada especialmente para a ocasião, a festa acontece sob o comando da banda Alumas. O buffet, assinado pelo Chef Manoel Pereira, tem sugestões de pratos típicos da época e criações especialmente elaboradas para a ocasião. Espumante nacional, cerveja, água mineral e refrigerante serão servidos durante todo o evento.

Confira como participar:

www.othon.com.br

(31) 2126-0090

 

 

 

Ouro Minas Palace Hotel, também localizado em Belo Horizonte ( Avenida Cristiano Machado, 4001),  celebrará com grande estilo a chegada de 2013, prometendo uma festa como um conto de fadas. O evento, que começa ás 21h do dia 31 de dezembro será comandado pelo ritmo da banda Conexsom Brasil, que tocará os mais variados estilos musicais. O buffet contará com entradas variadas, massas, pratos principais e sobremesas. O evento será open bar e os convidados poderão brindar a virada com champanhe Veuvet Clicquot e outras diversas bebidas.

Confira como participar:

www.ourominas.com.br

(31) 3429-4321

 

 

Pousada Pequena Tiradentes, na cidade histórica de Tiradentes, a 190 km de Belo Horizonte, vai comemorar o Réveillon com uma festa bastante exclusiva, contará com três ilhas gourmets, show de luzes, DJs a noite toda, mesa de café da manhã e queima de fogos com duração de 10 minutos. E o conforto para os convidados não para por aí. A festa terá duração de 06 horas e com tanta diversão a Pequena Tiradentes, em parceria com o Spa Vyvedas, terá um lounge para massagens nos pés. E para as mais vaidosas, uma equipe de maquiagem disponível durante a comemoração.

Confira como participar:

www.pequenatiradentes.com.br

(32) 3355-1262

 

Águas do Treme Lake Resort localizado a 83 km de Belo Horizonte, este ano, realizará uma programação especial e divertida para comemorar a virada do ano com o Réveillon Bem Brasil. Uma festa interativa e, os convidados, ganharão máscaras para curtir a noite.  A programação inclui mesa de antepastos durante toda a noite, ceia, bebidas – água, refrigerante, cerveja, whisky, e uma garrafa de espumante por mesa de 4 lugares, tendas esotéricas, fogos, banda e recreadores. Conheça os pacotes de hospedagem ou adquira os convites individuais.

Confira como participar:

www.aguasdotreme.com.br

(31) 3716-4800.

 

 

Os resorts da rede Rede Tauá de Hotéis (Tauá Resort Caeté e para o Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá) são ótimas opções  para quem procurar passar a virada com a família com muita diversão e tranqüilidade. O Reveillon Dourado 2013 inclui show de fogos, espumantes, uma ceia e o baile de gala com presença de escola de samba, que garante animar o início do próximo ano. A programação inclui ainda, dos dias 28/12 a 01/01, torneios de jogos, jantares temáticos, shows e atrações especiais! Confira no site da Rede a programação completa.

Confira como participar:

www.tauaresorts.com.br

(31) 3236-1900


Esqueci de te esquecer

2 de outubro de 2012

 

O transtorno de défcit de atenção atinge entre 3% e 7% da população mundial e é um dos distúrbios mais estudados atualmente. Seus sintomas caracterizam-se por dificuldade em sustentar a atenção, inibir pensamentos de distração comportamentos e agitação motora.

 

Se sempre dizem que você tem que prestar mais atenção, que você é muito desligado, desorganizado, que começa tudo e não termina nada, que quer tudo e não faz nada, que tem que decidir o que quer fazer da sua vida. Fique atento, você pode ter TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o transtorno é considerado um dos distúrbios comportamentais mais freqüentes na infância, entre 3% e 7% em crianças em idade escolar no mundo inteiro.

 

De acordo com o psiquiatra Manoel Dias Reis, que faz parte do grupo brasileiro de especialistas em TDAH o transtorno não é recente. A primeira descrição de crianças com sintomas de desatenção e de hiperatividade é de 1864 e o primeiro trabalho científico foi realizado em 1902. Passou a ser conhecido domo transtorno mental na década de 80 com o surgimento da fluoxetina (inibidor da captação de serotonina no nível do córtex cerebral, neurônios serotoninérgicos e das plaquetas). Atualmente o TDAH é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

 

Mariana Silva Lima, 27, Psicóloga, possui TDAH e conta que as pessoas não entendiam sua dificuldade de manter o foco na escola. Sofria por muitas vezes seus pais a compararem com a irmã que não possui problema de concentração. Sendo assim, seus pais a consideravam preguiçosa. Segundo Mariana era taxada “como quem deixava as coisas para lá”. Diziam: “ela não tem jeito”. A psicóloga relata que queria muito dar conta de ser como a irmã, de se concentrar, de fazer o dever de casa. “Toda tarde minha mãe chegava em casa e o dever de casa da minha Irma estava feito e o meu só tinha a metade das questões feitas, o que irritava meus pais e fazia com que eles brigassem comigo” acrescenta Marina.

 

Porém, segundo o neuropediatra e coordenador do ambulatório de TDAH do Instituto da criança Erasmo Cella, o distúrbio de aprendizagem afeta de 15% a 40% das pessoas que possuem o transtorno, o que mostra que a dificuldade de aprendizagem escolar é somente mais um sintoma e que quem tem TDAH. Cella ressalta que é necessário saber que existe défict de atenção sem hiperatividade. E defende que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade seja identificado o mais cedo possível, para começar o tratamento, pois a plasticidade cerebral, assim como o metabolismo diminui por volta dos 24 anos, ficando mais difícil para o cérebro se flexibilizar depois desta idade tornando o tratamento mais lento e mais complicado.

 

“Eu sempre desconfiei que existisse algo que não facilitava a minha vida, afinal por que minha irmã conseguia fazer um para-casa inteiro e eu não conseguia? Eu queria conseguir. Terminar as coisas não é meu natural, eu me esforço muito, eu me obrigo”, relata a psicóloga.

 

Mariana ainda acrescenta: “Ninguém nunca virou para mim ou para minha mãe e disse: a mariana tem déficit de atenção. Só percebiam os meus comportamentos inadequados. Tomei bomba na 4ª série, e nem sei direito por quê. Tomei bomba e nem tinha percebido que estava tão mal assim”. Mas com o passar do tempo, Mariana fala que sua vontade de dar certo, de conseguir entrar na normalidade e responder ao que seus pais desejavam era tão grande que, segundo ela, começou a criar outra patologia para concertar o desconcerto. Tentando manter as coisas organizadas, chegar no horário, dar linearidade ao dia-a-dia. A psicóloga faz terapia há 7 anos, o que a ajuda a treinar e dar continuidade a tudo isso.

 

A neuropediatra Valéria Modesto critica a falta de marcadores neurológicos que aumentem a qualidade do diagnóstico do transtorno, afirmando que o público ainda tem dificuldade em aceitá-lo porque não há sinais físicos nem exames que o comprovem. Para ela é necessário esforços em busca de evidências neurológicas, cognitivas ou genéticas do TDAH.

 

Quanto ao tratamento, Marra acredita ser baseado no tripé da educação, psicoterapia e medicação. A Dra. orienta que a medicação é necessária e que não há dúvida sobre sua eficácia. Afirma não causar tolerância nem dependência ao usuário. Segunda ela, os efeitos colaterais mais comuns são perda de apetite, cefaleia, irritabilidade, taquicardia e ansiedade.
Para Marra, o preconceito contra as medicações atrapalha na aceitação ao tratamento contra o TDAH.

 

Diferença entre TDAH e outros transtornos

A neuropediatra Marli Marra chamou a atenção para a diferença de conduta entre uma pessoa com TDAH e alguém com dificuldade de aprendizagem. Ela explica que o paciente com TDAH tem dificuldade em perceber o estímulo, focar e manter o foco. Ele não inibe a primeira resposta, planeja mal a distribuição do tempo, não lê ou ouve toda a instrução, não considera outras respostas e não pede ajuda. A crianças com dificuldade de aprendizagem podem sofrer de ansiedade, depressão, baixa visão, anemia ou podem simplesmente não se adaptar à técnica de ensino utilizada pela escola.

 

Ainda diferenciando as patologias, Marra distingue também a dislexia, que envolve uma dificuldade de decodificação, da dificuldade de leitura associada ao TDAH. A Dra. acrescenta que mesmo sem dislexia, a pessoa com TDAH lê mais devagar, e por isso tem direito a um tempo de prova maior no vestibular.

 

Grupo de Ajuda DDABH

Para saber mais sobre a TDAH em BH, existe um grupo de ajuda anônimo chamado DDABH (www.ddabh.org). As reuniões acontecem toda segunda-feira das 19h00 às 21h00, normalmente em um espaço cedido dentro Colégio Santo Agostinho (Av. Amazonas, 1803 – Santo Agostinho – Belo Horizonte/MG).

 

Segundo o coordenador do grupo, que prefere não ser identificado, o DDABH existe a aproximadamente 5 anos. Suas reuniões têm como objetivo a troca de experiências, sem cunho terapêutico e sem vínculo com instituições ou profissionais de saúde, embora muitos deles possam, eventualmente, dar o seu apoio com palestras, recomendações e leituras.


Cabo Frio em Julho de 2012 – viajando de ônibus

2 de agosto de 2012


O tal do correio elegante…

13 de junho de 2012

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Junho, além de ser marcado pela comemoração do dia dos namorados, é também o mês do Santo Antônio e das famosas festas juninas. E por falar em festas juninas, outro costume bem corriqueiro no mês é o tal do correio elegante. Ele pode ser um dos maiores “micos” que você já pagou em sua vida…

 

Quem está na idade escolar sabe como é. Eu como já passei dessa fase, lembro-me como se fosse ontem da tradição e creio que não mudou muito de lá para cá. Na minha época custavam 10, 15 ou 25 centavos. Tinham a possibilidade de vir com um pirulito, bala, bombom, em formato de coração, estrela, origamis e assim por diante.

 

Os mais gatinhos ganhavam aquele monte de cartãozinho. A maioria sem assinatura, afinal eram poucas as que se aventuravam na identificação, pois se ele mostrasse para alguém, sua vida na escola poderia acabar. Já os meninos, que enviavam correios para as populares se arriscavam mais, assinavam, colocavam telefone, passavam aquela cantada.

 

Tem aqueles grupinhos que se ajudam neh, “você manda pra mim e eu mando pra você”. O casalzinho que trocam correio entre si. O casal desconfiado que envia o correio elegante sem assinar só pra saber a reação do outro. O casal ciumento, que briga porque um dos dois recebeu cartinha de desconhecido (a).

 

Eu, pra falar a verdade, era do tipo que enviava para meus amigos e recebia de volta deles. Nada falando de amor. E se falava, era sobre o amor que sentiam pelas minhas amigas. A vida não era fácil quando eu tinha 14 anos. Se me acham feia e estranha agora, o que acho difícil de acharem (risos), é porque não me conheceram àquela época. Outro tipo de correio que recebia era o de sacanagem, assinando em nome de quem não escreveu, só para ver minha reação. Meninos nesta idade são tão idiotas…

 

Enfim, meninos e meninas, não podemos nos arrepender de tal feito, afinal, vai que cola neh. Mas eu ainda não aconselho assinar a não ser que tenha certeza que o menino é legal ou que está na sua!


Novos tempos, novas conquistas

28 de maio de 2012

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Em minha nova jornada na vida, decidi ser concurseira. Esta decisão surgiu pós conclusão de curso  em jornalismo. Foi quando me caiu a ficha que estaria formada e desempregada. Então pensei: não sou influente a ponto de ser indicada, fiz poucos estágios e não tenho um portfólio de causar inveja, não quero ser tachada como desempregada, gosto de trabalhar, gosto de estudar. Assim resolvi ser concurseira.

Minha empreitada começou em dezembro do ano passado, 2011. Meu primeiro concurso foi para jornalista na Universidade Federal de Uberlândia. Havia apena uma vaga. O concurso foi em janeiro deste ano, 2012. Detalhe: moro em Contagem e não tenho um conhecido na cidade.

Estudei o Regime Jurídico Único, não me empenhei muito no jornalismo, pois estou recém-formada, minha colação foi só em março. Estudei a língua portuguesa e li alguns artigos da minha área na internet.

Dois dias antes do concurso fiz as malas, peguei o avião, fui para Uberlândia e me hospedei no hotel com o preço mais condizente à minha situação: sem grana total. O Voo só demorou duas horas, conheci outro concurseiro durante a viagem, ele iria tentar a vaga para intérprete em libras. Ele me disse que eram duas vagas para a área dele e que eram 4 concorrentes por vaga. Pensei que talvez aprender a língua dos sinais poderia ser uma boa para mim, mas não posso perder o foco do jornalismo que eram 96 pessoas concorrendo a uma vaga.

Este meu colega de voo se chama Fernando, ele me contou também que havia questões de raciocínio lógico. Eu logo pensei: “Meus Deus, os duendes que escondem minhas coisas quando as estou procurando, devem ter escondido esta parte do edital quando eu estava lendo”. Fiquei meio atormentado no momento, mas depois passou, afinal, não havia muito a ser feito àquela altura do campeonato.

Cheguei ao hotel, tomei café da manhã (adoro café da manhã de hotéis), dormi, acordei, fui fazer o reconhecimento de área para não me perder e evitar contratempos no dia do concurso, perdi-me na cidade, depois de muito pedir informações e dar alguns “vacilos”, consegui ter um tour tranquilo. Conheci o shopping da cidade que não é muito legal, e, claro, fui à Universidade. Peguei um ônibus, voltei para o hotel e dormi para me preparar para o dia seguinte.

No grande dia, a recepção me liga para me acordar, mas eu já estava acordada havia muito tempo. Tomei café reforçado. Comprei um energético. Fui para a estação de ônibus. Cheguei na Universidade. Abriram os portões e aquele mundo de gente entrou. Encontrei com o Fernando por acaso e desejei-lhe boa prova.

Na sala de prova, somente jornalistas alguns com seus 40 a 50 anos, outros que nem chegavam aos 25, como eu. Mandaram que todos prendessem os cabelos, tirassem os brincos, retirassem a bateria dos celulares entre outras exigências. Tocou o sinal, começou a prova, fiz uma oração.

Ao terminar a prova saí quase certa de que passaria, mas eu tinha que esperar o resultado do gabarito que sairia ao anoitecer. Ao conferir o gabarito, minha certeza foi ao chão, 76% da prova. E sabe o que eu mais havia errado? As questões de jornalismo. O jeito agora era relaxar e dormir, afinal no dia seguinte eu tinha que voar de volta para BH e depois pegar dois ônibus para chegar em Contagem…

Só para concluir. Fiquei em segundo lugar, mas como só havia uma vaga e o primeiro lugar já tomou posse, estou à espera de outra vaga. Meu concurso é válido por 1 ano prorrogável por igual período. Vamos aguardar. Enquanto isso, vou fazendo outros concursos.

Em breve novo post sobre uma nova aventura.

Tentando até passar!