“Um povo corrompido não pode tolerar um governo que não seja corrupto”*

A corrupção indica o uso ou a omissão do servidor público de poder, que a lei lhe concedeu, em busca de vantagem indevida para si ou para terceiros. Segundo alguns sociólogos, a corrupção está associada à fragilidade dos padrões éticos de determinada sociedade, os quais se refletem sobre a ética do servidor público. Os tipos de corrupção mais comuns são: suborno ou propina, nepotismo, extorsão e tráfico de influência.

No Brasil, a cada dia descobre-se novos casos de corrupção. O país passa por um período em que a população acredita cada vez menos no poder público e nas pessoas que o administra. O último escândalo de apropriação indevida de dinheiro foi o caso do mensalão, cometido por integrantes do partido dos Democratas (DEM) em que foram mostradas imagens do governador do DF recebendo dinheiro de Durval Barbosa, que denunciou o mensalão do Democratas.

Segundo a servidora pública federal, advogada, Maria do Carmo Prestes, a corrupção existe sim, ela está por toda parte e setores, nos bancos, nas lojas e nos dinheiros, é inestimável. Hoje em dia, a mídia está cada vez, mais e mais, denunciando atos corruptos de deputados, prefeitos, senadores e policiais, enfim agentes de cargos públicos. Para ela, no Brasil, existem pessoas honestas, mas há também um numero muito maior de pessoas sem ética e sem respeito pelo próximo, que pensam somente em si, o que torna viável o aparecimento de tal ato.

No chamado Índice de Percepção de Corrupção que listou 164 países, entre autoridades públicas e políticos participantes de algum tipo de corrupção, o Brasil está em 14º lugar dos países do continente americano. Já no estudo do Bribe Payers Index (“Índice de Pagadores de Suborno”, tradução livre) o país aparece em 17° lugar, e no ranking dos países que mais pagam propina, o Brasil ocupa a 5ª posição. Para Maria do Carmo, estes dados mostram o que os brasileiros estão sentindo desconforto, descontentamento e descrédito na justiça e no servidor público, principalmente governantes e representantes.

Juntamente com a impunidade, outro fator que incentiva a corrupção é o fato de a os habitantes do país não perceberem, que em pequenos atos, cometidos por pessoas comuns, também encontra-se a corrupção. Exemplos desta afirmação são pessoas que não detêm poder político ou econômico, também praticarem atos de corrupção moral, mentindo para obter alguma vantagem, furando fila, praticando pequenos furtos no setor público e privado, adulterando documento para não se prejudicar, adquirindo produtos de origem criminosa. A conscientização é o melhor caminho para que todas as classes de pessoas existentes no país se atentem, que atos corruptos mudam de proporção quando o poder aumenta, é preciso mudar conceitos. Corrigindo pequenos atos, os grandes, não acontecerão.

A líder sindical e servidora pública, Cristina do Amaral acredita que não se pode desistir dos valores humanos e da ética. Cristina complementa, “Temos de combate a corrupção, denunciando-a, evitando-a, brigando por nossos direitos, dizendo não corrupção”.

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*Marquês de Mariacá

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